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Modelo de termo de consentimento LGPD para tratamento de dados pessoais

Baseado em LGPD (Lei 13.709/2018), arts. 7º, 8º e 9º · Revisado em outubro de 2026

O termo de consentimento LGPD é o documento em que a pessoa autoriza uma empresa a tratar os seus dados pessoais para uma finalidade definida. A LGPD pede que esse consentimento seja escrito em cláusula destacada, diga para que serve cada dado e possa ser revogado. Este modelo traz tudo isso e serve para clientes, alunos e pacientes.

Dez documentos grátis, sem cartão. Assinam o titular dos dados e o controlador.

Exemplo de termo de consentimento LGPD preenchido com dados fictícios
Exemplo preenchido com dados fictícios

O documento completo

TERMO DE CONSENTIMENTO PARA TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS

Lei nº 13.709/2018 (LGPD)

TITULAR: [Nome completo do titular], inscrito no CPF sob o nº [CPF do titular], e-mail [e-mail do titular], telefone [telefone do titular].

RESPONSÁVEL LEGAL (se o titular for criança): [Nome completo do responsável legal], CPF [CPF do responsável], [grau de parentesco].

CONTROLADOR: [Razão social do controlador], inscrito no CNPJ sob o nº [CNPJ], com sede em [endereço do controlador]. Canal de privacidade: [e-mail ou contato do encarregado].

1. Dos dados tratados

Este termo se refere aos seguintes dados pessoais do titular: [lista dos dados, por exemplo nome, e-mail, telefone e imagem].

2. Das finalidades (cláusula destacada)

O TITULAR CONSENTE, DE FORMA LIVRE, INFORMADA E INEQUÍVOCA, QUE O CONTROLADOR TRATE OS DADOS ACIMA PARA AS FINALIDADES QUE MARCAR ABAIXO, nos termos dos arts. 7º, I, e 8º da Lei nº 13.709/2018:

( ) ACEITO ( ) NÃO ACEITO [finalidade 1, por exemplo receber novidades e ofertas por e-mail e WhatsApp].

( ) ACEITO ( ) NÃO ACEITO [finalidade 2, por exemplo uso de fotos e vídeos no site e nas redes sociais do controlador].

( ) ACEITO ( ) NÃO ACEITO [finalidade 3].

A recusa de qualquer finalidade não impede a prestação do serviço contratado.

3. Do compartilhamento

Os dados poderão ser compartilhados com [empresas ou categorias de prestadores, como plataforma de envio de e-mail], somente para as finalidades acima. [Não há compartilhamento com outros terceiros.]

4. Do prazo de guarda

Os dados serão tratados enquanto durar o consentimento ou até [prazo de guarda]. Depois disso, serão eliminados, salvo nas hipóteses de conservação previstas no art. 16 da LGPD.

5. Da segurança

O CONTROLADOR adota medidas de segurança para proteger os dados contra acessos não autorizados, perda e uso indevido, com acesso restrito às pessoas que precisam deles para as finalidades deste termo.

6. Dos direitos do titular

O TITULAR pode, a qualquer momento e mediante requisição pelo canal de privacidade, obter confirmação do tratamento, acesso, correção, anonimização, bloqueio ou eliminação, portabilidade, informação sobre compartilhamento e sobre a possibilidade de não consentir, nos termos do art. 18 da LGPD.

7. Da revogação

O TITULAR pode revogar este consentimento a qualquer momento, de forma gratuita, enviando mensagem para [e-mail ou canal de privacidade]. A revogação não afeta os tratamentos já realizados enquanto o consentimento estava em vigor.

8. Das alterações

Se a finalidade, a forma, a duração do tratamento ou o compartilhamento mudarem, o CONTROLADOR informará o TITULAR com destaque, e o TITULAR poderá revogar o consentimento se discordar.

9. Da assinatura eletrônica

As partes admitem como válida a assinatura eletrônica deste documento, nos termos do art. 10, § 2º, da Medida Provisória nº 2.200-2/2001, e reconhecem o certificado de auditoria gerado na assinatura como prova de autoria e integridade.

[Cidade], [data].

TITULAR

Assinatura: ______________________

Nome: [nome completo]

CPF: [número]

RESPONSÁVEL LEGAL (se houver)

Assinatura: ______________________

Nome: [nome completo]

CPF: [número]

CONTROLADOR

Assinatura: ______________________

Nome do representante: [nome completo]

Cargo: [cargo]

O que o modelo traz

  • Identificação do titular e do controlador
  • Contato do encarregado ou do canal de privacidade
  • Lista dos dados coletados
  • Finalidades, uma a uma, com opção de aceitar cada uma
  • Com quem os dados são compartilhados
  • Prazo de guarda e o que acontece depois
  • Direitos do titular e como exercê-los
  • Revogação gratuita e simples
  • Campo para o responsável legal quando o titular é criança
  • Aceite da assinatura eletrônica

O que você preenche

CampoExemplo
TitularBeatriz Souza Martins, CPF 555.555.555-55
ControladorEscola Caminhos do Saber Ltda., CNPJ 00.000.000/0001-00
Canal de privacidadeprivacidade@escolacaminhos.com.br
DadosNome, CPF, e-mail, telefone e fotos em atividades escolares
FinalidadesEnvio de novidades por e-mail e uso de fotos no site
Prazo de guardaAté a revogação ou dois anos após o fim da matrícula

Como assinar o termo de consentimento LGPD online

  1. 1Preencha. Clique em «Usar este modelo», complete os campos entre colchetes e revise o texto.
  2. 2Envie. Adicione quem assina com nome e celular ou e-mail. Cada pessoa recebe o link pelo WhatsApp ou por e-mail.
  3. 3Assine. No celular, a pessoa toca na barra marrom embaixo, que diz «Assinar como …», desenha a assinatura com o dedo e pronto.

Uma linha junto ao botão de assinar registra que a pessoa concorda em assinar eletronicamente. O PDF assinado termina com um certificado de auditoria: quem assinou, a data e a hora, o IP e a impressão digital SHA-256 do arquivo.

Os seus primeiros dez documentos são grátis e não pedem cartão.

O titular recebe o link e marca as finalidades que aceita. O PDF assinado fica com você como prova do consentimento.

O que diz a lei

A LGPD, Lei 13.709/2018, lista dez hipóteses em que o tratamento de dados é permitido (art. 7º). O consentimento do titular é a primeira delas (art. 7º, I).

O consentimento deve ser dado por escrito ou por outro meio que mostre a vontade do titular (art. 8º). Por escrito, ele vai em cláusula destacada das demais (art. 8º, § 1º). Cabe ao controlador provar que o obteve de forma regular (art. 8º, § 2º).

Autorizações genéricas são nulas: o consentimento se refere a finalidades determinadas (art. 8º, § 4º). O titular pode revogá-lo a qualquer momento, por procedimento gratuito e facilitado (art. 8º, § 5º).

Antes de pedir o consentimento, o titular precisa saber a finalidade, a forma e a duração do tratamento, quem é o controlador e com quem os dados são compartilhados (art. 9º). Se a informação for enganosa ou não vier antes, o consentimento é nulo (art. 9º, § 1º).

O termo assinado no celular segue a MP 2.200-2/2001, art. 10, § 2º. O certificado de auditoria registra quem assinou e quando, e ajuda o controlador a provar o consentimento.

Quando usar o consentimento e quando não

O consentimento é uma base entre dez. Use-o quando nenhuma outra se aplica.

SituaçãoBase mais comum na LGPD
Emitir nota e cumprir obrigação fiscalObrigação legal (art. 7º, II)
Entregar o serviço contratado pelo clienteExecução de contrato (art. 7º, V)
Guardar provas para um possível processoExercício regular de direitos (art. 7º, VI)
Enviar novidades e ofertas por e-mailConsentimento (art. 7º, I)
Usar fotos do cliente na divulgaçãoConsentimento (art. 7º, I)

Pedir consentimento para algo que já tem outra base cria um problema. Se o titular revoga, parece que o tratamento teria de parar. Deixe no termo só as finalidades que dependem dele.

Dados sensíveis e dados de crianças

Dados de saúde, biometria, religião, opinião política e origem racial são sensíveis (art. 5º, II). Com consentimento, ele precisa ser específico e destacado, para finalidades específicas (art. 11, I).

Dados de crianças pedem o consentimento específico e em destaque de pelo menos um dos pais ou do responsável legal (art. 14, § 1º). O modelo traz o campo do responsável.

Clínicas e espaços de estética têm modelos próprios: o TCLE e a ficha de anamnese estética.

Direitos que o termo deve informar

  • Confirmação de que existe tratamento e acesso aos dados (art. 18, I e II)
  • Correção de dados incompletos ou desatualizados (art. 18, III)
  • Eliminação dos dados tratados com consentimento (art. 18, VI)
  • Informação sobre com quem os dados foram compartilhados (art. 18, VII)
  • Informação sobre a possibilidade de não consentir e o que acontece (art. 18, VIII)
  • Revogação do consentimento (art. 18, IX)

Erros comuns no termo de consentimento LGPD

  • «Autorizo o uso dos meus dados para quaisquer fins». É autorização genérica e nula.
  • Uma só caixa para todas as finalidades. O titular deve poder aceitar uma e recusar outra.
  • Consentimento escondido no meio do contrato. A lei pede cláusula destacada.
  • Revogação difícil, como exigir carta com firma reconhecida.
  • Não guardar a prova de quando e como o titular consentiu.

Para ler antes de assinar

Perguntas frequentes

O termo de consentimento LGPD pode ser assinado online?

Sim. A LGPD aceita o consentimento por escrito ou por outro meio que mostre a vontade do titular (art. 8º). O PDF assinado traz o certificado com data, hora e IP.

Toda empresa precisa de termo de consentimento LGPD?

Não. O consentimento é uma das dez bases do art. 7º. Ele é necessário quando nenhuma outra base, como contrato ou obrigação legal, cobre o tratamento.

O titular pode revogar o consentimento?

Sim, a qualquer momento, de forma gratuita e facilitada (art. 8º, § 5º). O termo deve dizer como fazer.

O que é cláusula destacada?

É a cláusula separada do restante do texto, com destaque visual, para que o titular a veja e decida sobre ela. A LGPD a exige no consentimento por escrito (art. 8º, § 1º).

Como fica o consentimento de menor de idade?

Para dados de crianças, pelo menos um dos pais ou o responsável legal dá o consentimento específico e em destaque (art. 14, § 1º).

Quem assina o termo precisa de conta no SignSolú?

Não. A pessoa abre o link no celular, toca na barra marrom embaixo e desenha a assinatura com o dedo.

Posso baixar o termo em Word?

Sim. «Baixar em Word» entrega o termo completo sem pedir e-mail.

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